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Assistir no YouTubeNa terça-feira (26), a Dataprev, empresa estatal responsável pelo gerenciamento de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informou que um vazamento de dados afetou 2,8 milhões de CPFs. Destes, impressionantes 98% pertenciam a indivíduos já falecidos, enquanto cerca de 52 mil pessoas vivas tiveram suas datas de nascimento comprometidas.
O representante da Dataprev, Edmar dos Santos Ferreira Junior, revelou as informações durante uma reunião do Conselho Nacional da Previdência Social. O número de CPFs expostos é superior ao inicialmente reportado, que indicava cerca de 2 milhões.
A investigação do incidente ainda está em andamento, mas Ferreira Junior destacou que uma falha em uma consulta do Meu INSS permitiu acesso sem a autenticação necessária. O sistema, que deveria exigir login, estava acessível em um ambiente público. O erro foi corrigido rapidamente após sua descoberta e está sendo implementada uma atualização para restringir consultas a um único usuário por CPF.
O INSS, por sua vez, assegurou que está adotando as medidas necessárias para proteger os dados dos cidadãos. Em nota, o órgão esclareceu que a maioria das informações expostas era de pessoas falecidas e que apenas 3% dos casos envolviam indivíduos sem registro de óbito.
Apesar do vazamento, o INSS ressalta que existem várias etapas de verificação para a concessão de benefícios, como a pensão por óbito, que exige documentação específica. O instituto reafirmou seu compromisso em reforçar os controles internos para garantir a segurança no processamento de benefícios.
Além desse incidente, o INSS também confirmou que, em 2024, outra vulnerabilidade no sistema expôs informações sensíveis de beneficiários. A situação destaca a necessidade contínua de melhorias na segurança dos dados dos segurados.
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