Uber Destina Mais de US$ 10 Bilhões em Robotáxis e Expande sua Plataforma Autônoma

A Uber anunciou um investimento de mais de US$ 10 bilhões para expandir sua rede de robotáxis, com a meta de operar 120 mil veículos autônomos. Após registrar um fluxo de caixa recorde, a empresa desenvolve parcerias e frotas próprias para competir com gigantes como Waymo e Tesla. A mudança de foco da Uber, que anteriormente havia fechado sua divisão de veículos autônomos, marca uma nova era na mobilidade urbana.

A Uber revelou planos audaciosos ao anunciar um investimento superior a US$ 10 bilhões para a expansão de sua rede de robotáxis. O objetivo é colocar 120 mil veículos autônomos em operação nos próximos anos. O anúncio foi feito juntamente com os resultados do segundo trimestre, onde a empresa registrou um fluxo de caixa livre de US$ 2,8 bilhões, um recorde trimestral, e acumulou US$ 10,1 bilhões nos últimos 12 meses.

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, declarou: "Estamos investindo de uma posição de força", enfatizando a intenção da empresa de se tornar a principal plataforma global de mobilidade autônoma. Essa nova direção tem um contexto interessante, pois a Uber havia encerrado sua divisão de veículos autônomos em 2020 durante um processo de corte de custos. Desde então, a empresa se reposicionou como intermediária entre passageiros e startups do setor, mudando seu modelo de negócios.

A Uber está agora investindo em frotas de veículos e participações em empresas como Zoox, Rivian e Lucid, além de operar veículos equipados com sensores para coleta de dados. A meta é iniciar serviços de robotáxi em pelo menos 15 cidades ainda este ano, competindo diretamente com a Waymo da Alphabet e a Tesla de Elon Musk.

Recentemente, a Wayve, uma parceira da Uber no Reino Unido, recebeu autorização da Transport for London para operar um serviço comercial de robotáxi na capital, utilizando 15 veículos Ford Mustang Mach-E modificados. Alex Kendall, CEO da Wayve, mencionou que esta é possivelmente a primeira licença do Reino Unido para veículos autônomos.

Entretanto, a relação entre a Uber e a Waymo se deteriorou, com planos de encerrar parcerias em cidades como Austin e Atlanta até 2028. Essa tensão reflete preocupações no mercado, visto que o sucesso dos robotáxis poderia tornar desnecessário o aplicativo de corridas da Uber, resultando em uma queda de 13% no valor das ações em 2026.

Apesar disso, a empresa viu um crescimento significativo de 24% nas reservas brutas, atingindo US$ 58 bilhões. A receita aumentou 12%, totalizando US$ 14,2 bilhões, embora tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas devido a um impacto contábil de US$ 1,1 bilhão relacionado a mudanças na legislação britânica.

O lucro operacional foi de US$ 1,9 bilhão, um pouco abaixo do previsto, após uma provisão de US$ 141 milhões para contingências jurídicas. Para o terceiro trimestre, a empresa espera um EBITDA ajustado entre US$ 2,86 bilhões e US$ 2,96 bilhões, com reservas brutas projetadas entre US$ 58,25 bilhões e US$ 60,25 bilhões.

Além do foco em robotáxis, a Uber anunciou um investimento de aproximadamente US$ 4 bilhões por uma participação de 37% na empresa alemã Delivery Hero, antes de formalizar uma oferta de 13 bilhões de euros pela companhia. Essa estratégia visa acessar mercados em rápido crescimento na Europa e no Oriente Médio. Balaji Krishnamurthy, CFO da Uber, afirmou: "Continuaremos a usar nosso balanço para investir em crescimento".

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