Nesta terça-feira (21), durante uma entrevista à CNBC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que é “possível” estabelecer um acordo para que o Claude, uma inteligência artificial desenvolvida pela startup Anthropic, seja utilizada pelo Departamento de Defesa. Trump disse: “Eles vieram à Casa Branca há alguns dias e tivemos conversas muito boas com eles. Acho que estão se saindo bem”.
O presidente elogiou a inteligência da equipe da Anthropic, afirmando que eles “podem ser de grande utilidade”. A startup, por sua vez, está em meio a um processo judicial em São Francisco e Washington D.C. para reverter sua inclusão na chamada “lista negra” do Pentágono.
Recentemente, um juiz federal concedeu uma liminar à Anthropic, mas as discussões nos tribunais ainda estão em andamento. As tensões entre a startup e o governo parecem estar diminuindo, especialmente após uma reunião entre o CEO da Anthropic, Dario Amodei, e altos funcionários do governo na última sexta-feira (17).
Na reunião, que contou com a presença da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi discutido o mais recente modelo de IA da empresa, o Claude Mythos. Uma porta-voz da Casa Branca descreveu o encontro como “produtivo e construtivo”.
O Claude Mythos foi anunciado no início deste mês e seu uso foi restrito a um pequeno grupo de empresas devido às suas avançadas capacidades de cibersegurança. A Anthropic mencionou que está em “discussões contínuas” com as autoridades sobre esse modelo.
Em abril, houve uma chamada entre Amodei, Bessent e JD Vance, vice-presidente dos EUA, onde discutiram a prontidão cibernética da IA, juntamente com outros líderes do setor de tecnologia.
No passado mês de julho, a Anthropic assinou um contrato de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 996,2 milhões). Contudo, as negociações para implementar o Claude na plataforma de IA do Departamento de Defesa, conhecida como GenAI.mil, não progrediram em setembro. O Departamento queria acesso irrestrito aos modelos de IA da startup para fins legais, enquanto a Anthropic buscava garantias de que sua tecnologia não seria utilizada para desenvolver armas autônomas ou para vigilância em massa.
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