A venezuelana Jessie Figueira, de 39 anos, teve uma experiência angustiante quando recebeu um alerta de terremoto do Google cerca de 30 segundos antes do tremor. Inicialmente, ela pensou que se tratava de um vírus ou uma notícia falsa. No entanto, a realidade se revelou alarmante. "Senti que o prédio ia se partir em dois. Foi um balanço muito forte, muito prolongado, parecia que tudo ia desabar," relatou ao g1.
No momento do tremor, Jessie rapidamente se abrigou debaixo do batente de uma porta. Para ela, foi uma experiência sem precedentes, e a ideia de um terremoto tão forte atingindo seu país parecia inimaginável. Atualmente, a população ainda sente tremores menores, conhecidos como réplicas, o que mantém a tensão elevada entre os moradores.
Até a última atualização, o abalo sísmico, considerado o mais devastador do país em mais de cem anos, resultou em pelo menos 180 mortos e cerca de 24 mil desaparecidos. Jessie, que reside em San Antonio de los Altos, próximo a Caracas, viu sua cidade ficar sem energia elétrica por mais de 8 horas, e a conexão com internet, rádio e televisão ainda não foi totalmente restabelecida.
O prédio onde Jessie mora sofreu pequenas rachaduras, mas não apresenta risco de colapso. Contudo, muitos de seus conhecidos não tiveram a mesma sorte. "Estamos vendo notícias com muita tristeza. Pessoas conhecidas estão desaparecidas ou morreram," lamentou. De acordo com as autoridades, ao menos 250 edifícios foram destruídos ou danificados devido ao terremoto.
A situação levou Delcy Rodríguez a decretar estado de emergência na Venezuela, suspendendo as aulas e mobilizando equipes de emergência para lidar com a crise.
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