TCC de Direito Viraliza ao Abordar Violência de Gênero no Brasil

Clara Souza, graduanda em Direito, viralizou ao apresentar seu TCC com o título polêmico 'Antes Elize do que Eliza'. A frase destaca a falta de proteção às mulheres em situações de violência, comparando casos de Elize Matsunaga e Eliza Samudio. O trabalho criticou a mídia e o sistema de justiça, revelando como estigmas sociais afetam a percepção das vítimas. A pesquisa, bem recebida, já gera debate nacional sobre violência de gênero e justiça.

TCC de Direito Viraliza ao Abordar Violência de Gênero no Brasil

Clara Souza, uma estudante de 22 anos da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral (CE), se destacou após a defesa de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que rapidamente se tornou viral nas redes sociais. O título provocativo, "Antes Elize do que Eliza", gerou discussões acaloradas em plataformas como Instagram, TikTok e X.

A frase refere-se a dois casos emblemáticos de violência de gênero no Brasil: Elize Matsunaga, condenada em 2012 por assassinar e esquartejar seu marido, e Eliza Samudio, assassinada em 2010. O TCC de Clara analisa a percepção pública e o papel da mídia em casos de violência.

Clara menciona que, apesar de algumas críticas, a frase no título está entre aspas e não representa uma opinião pessoal. Ela busca entender como essa ideia reflete uma sociedade onde as mulheres se sentem desprotegidas.

A pesquisa de Clara explora a "escandalização midiática" do processo penal, argumentando que a cobertura da mídia muitas vezes transforma casos de justiça em espetáculos, prejudicando a compreensão das complexidades jurídicas e os direitos fundamentais, como a presunção de inocência.

Em seu trabalho, Clara discute a lógica da "vítima ideal" no Brasil, que impõe padrões de comportamento às mulheres para que sejam vistas como dignas de respeito e compaixão. Aqueles que não se enquadram nesse padrão enfrentam tanto penalizações legais quanto condenações morais.

O TCC foi bem recebido, e a banca examinadora sugeriu que a pesquisa pudesse ser expandida para um projeto de mestrado. Atualmente, Clara atua na Defensoria Pública do Ceará, focando no enfrentamento à violência doméstica e recebendo feedback positivo de diversas mulheres que se identificaram com sua pesquisa.

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