Tata Electronics anunciou nesta segunda-feira um incidente de segurança cibernética, após pesquisadores apontarem que o grupo World Leaks divulgou documentos de design e especificações de componentes da Apple e da Tesla, ambas clientes da empresa indiana. Segundo a Reuters, mais de 200 mil arquivos foram publicados na dark web.
Em comunicado, a Tata Electronics afirmou: "Há algumas semanas, identificamos um incidente de segurança em nossos sistemas. Nossos protocolos de resposta foram ativados imediatamente e o incidente não afetou nossas operações, que permanecem inalteradas." A Apple, por sua vez, está investigando a violação e realizando uma análise completa, embora não tenha comentado sobre o pedido de resgate que a Tata recebeu.
A Tata Electronics é responsável por cerca de um terço da produção de iPhones da Apple na Índia, enquanto a Foxconn cuida do restante. Este incidente representa um novo desafio para a cadeia de suprimentos da Apple no país, onde a Tata já enfrenta críticas por suposta contaminação de terras agrícolas próximas a uma de suas fábricas.
Com a Tata emergindo como um parceiro de fabricação crucial para a Apple fora da China, o governo indiano, liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, vê essa expansão como parte de sua estratégia para fortalecer a fabricação de eletrônicos na Índia.
No ano passado, a Tata já havia sido alvo de um ataque cibernético que resultou na paralisação da produção na sua unidade britânica Jaguar Land Rover por seis semanas. A equipe de resposta a emergências cibernéticas da Índia não comentou imediatamente sobre o incidente.
O World Leaks, que já assumiu a responsabilidade por um ataque à Nike, afirmou que os dados da Tata incluem mais de 630 gigabytes de informações, com arquivos relacionados à Apple e à Tesla. O pesquisador indiano Rajshekhar Rajaharia revisou os arquivos e confirmou que contêm e-mails, registros de eventos e até cópias de passaportes de funcionários.
Entre os documentos vazados, havia especificações relacionadas a componentes da Tesla, incluindo o SUV Model Y e o sedã Model 3 reformulado. A Tesla também não se pronunciou sobre o ocorrido.
Esse incidente ressalta a crescente vulnerabilidade das empresas globais a ataques cibernéticos, evidenciando a necessidade de medidas de segurança mais robustas em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.
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