Com o crescimento dos golpes financeiros e transações instantâneas como o Pix, instituições financeiras estão implementando diversas medidas de segurança. Segundo a Quod, uma empresa de dados de crédito, houve um aumento de 10,26% nos registros de fraudes nos primeiros seis meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de casos suspeitos e confirmados.
A principal inovação é a autenticação em duas etapas, que se tornou padrão entre os bancos. Para o professor Marcelo Azevedo, coordenador do curso de Sistemas de Informação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, as instituições agora utilizam a autenticação multifatorial (MFA) para garantir que apenas o usuário legítimo tenha acesso às contas.
A criptografia é outra camada vital de segurança, garantindo que as informações trocadas entre o usuário e a instituição sejam embaralhadas e ilegíveis para terceiros. Azevedo alerta que as redes Wi-Fi públicas aumentam o risco de interceptação de dados.
Os bancos também utilizam inteligência artificial para monitorar transações atípicas. Mudanças no dispositivo de acesso ou no comportamento do usuário podem acionar alertas automáticos para verificar a autenticidade das ações.
Os usuários devem estar atentos a algumas práticas para se protegerem melhor. Atualizar o celular regularmente, usar apenas lojas oficiais para baixar aplicativos e habilitar todas as camadas de segurança disponíveis são passos cruciais. Azevedo ainda recomenda limitar o uso do celular por crianças, pois elas podem não reconhecer fraudes online.
Com o crescimento das fraudes financeiras, é essencial que os usuários estejam informados e utilizem as ferramentas de segurança oferecidas por suas instituições. A segurança requer um pequeno investimento de tempo, mas é vital para a proteção do seu dinheiro.
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