Samsung e Sindicato Retomam Negociações para Evitar Greve Histórica

A Samsung e seu sindicato na Coreia do Sul se reúnem novamente nesta terça-feira (19) para evitar a maior greve da empresa até hoje. Com mais de 45 mil trabalhadores envolvidos, uma paralisação pode impactar a economia e as cadeias de suprimentos globais. As partes ainda estão distantes de um acordo sobre salários e bônus, enquanto um tribunal impõe restrições às ações sindicais. A pressão aumenta para um consenso rápido.

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A Samsung Electronics e o sindicato de seus trabalhadores na Coreia do Sul estão programados para retomar as negociações nesta terça-feira, dia 19, com o objetivo de evitar o que poderia ser a maior greve da história da gigante tecnológica.

Com mais de 45 mil funcionários envolvidos, a preocupação é que uma paralisação tenha um impacto significativo na economia sul-coreana e interrompa as cadeias globais de suprimentos.

A greve de 18 dias está prevista para começar na quinta-feira, dia 21, e ocorre em um contexto de escassez global de chips de memória. As negociações anteriores, que aconteceram na semana passada, falharam em avançar após conversas mediadas pelo governo sul-coreano focadas em salários e bônus.

A Samsung, sendo a maior fabricante de chips de memória do mundo, representa quase um quarto das exportações da Coreia do Sul. Um representante sindical afirmou que a entidade está comprometida em negociar de boa fé e que as conversas continuarão nesta terça-feira.

Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, confirmou que as duas partes ainda estão distantes de um acordo. O sindicato demanda que a Samsung elimine o teto de bônus de 50% sobre os salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados. Em resposta, a Samsung propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, o que, segundo o sindicato, poderia superar 200 trilhões de wons neste ano.

Além disso, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente um pedido da Samsung para impor uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve, aumentando a pressão sobre o sindicato. A decisão judicial pode obrigar milhares de funcionários a trabalhar em caso de paralisação, a fim de evitar danos a materiais e instalações de produção.

Aproximadamente 47 mil trabalhadores indicaram que pretendem aderir à greve, e um porta-voz do tribunal informou que os dois principais sindicatos podem enfrentar multas de 100 milhões de wons (cerca de US$ 72 mil) por dia em caso de descumprimento da decisão judicial. Líderes sindicais também poderão ser multados em 10 milhões de wons por dia.

Embora a decisão judicial tenha sido emitida, o sindicato declarou que isso não impede a realização da greve, caso as negociações não resultem em um acordo. O governo sul-coreano expressou preocupação crescente com a possibilidade de uma greve, alertando que isso pode representar um risco significativo para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros do país.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, que é visto como próximo dos sindicatos, afirmou que os direitos da administração das empresas devem ser respeitados, assim como os direitos dos trabalhadores.

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