O contrato mais líquido do ouro encerrou a semana em alta nesta sexta-feira (7), atingindo a maior valorização desde janeiro. Fatores como as tensões no Oriente Médio e a divulgação de um mercado de trabalho americano mais fraco contribuíram para essa valorização, reforçando a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros na próxima reunião. Isso aumentou o apelo por ativos que não geram rendimento, como o ouro.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro subiu 2,33%, alcançando US$ 4.399,7 por onça-troy. Ao longo da semana, a valorização foi em torno de 8,6%. A prata também teve um bom desempenho, com um aumento de 3,07%, alcançando US$ 63,499 por onça-troy.
A Capital Economics destacou que, após a intervenção no iene na semana passada, a pressão do governo dos EUA sobre autoridades estrangeiras para evitar a venda de ativos em dólares pode ter aumentado a atratividade de ativos alternativos, como o ouro. A demanda dos bancos centrais, que já se mostrava uma fonte significativa de procura, deve continuar sustentando os preços do metal precioso acima de sua tendência de longo prazo.
Embora as compras de ouro pelos bancos centrais tenham desacelerado neste ano, isso pode ser atribuído à forte alta dos preços impulsionada pela especulação. Contudo, a capacidade dos bancos centrais de realizarem operações cambiais sem preocupações do governo dos EUA em relação aos mercados de títulos americanos pode reanimar a demanda por ouro, sustentando os preços no médio e longo prazo.
Recentemente, o Banco do Povo da China (PBoC) tem aumentado suas reservas de ouro em Hong Kong, conforme relatado pela Bloomberg. Esta movimentação é parte de uma tendência de longo prazo, onde o PBoC tem retirado ouro de Londres, transferindo parte de suas reservas de volta para o país.
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