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Assistir no InstagramO logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a interface do ChatGPT. Recentemente, Tom Millar, um canadense de 53 anos e ex-agente penitenciário, compartilhou sua experiência de mergulhar em uma espiral de delírio induzido pela inteligência artificial ao interagir com o chatbot.
Millar passou até 16 horas por dia conversando com o ChatGPT, acreditando ter desvendado segredos do universo, similar aos sonhos de Einstein. No entanto, a situação se tornou insustentável, levando-o a ser internado duas vezes em um hospital psiquiátrico e resultando em sua separação da família.
“Simplesmente arruinou a minha vida”, expressou Millar ao refletir sobre sua experiência. Ele se tornou um exemplo de um fenômeno crescente de perda de contato com a realidade entre os usuários de chatbots. Especialistas em saúde mental começaram a estudar o que é descrito como "delírio ou psicose induzidos por IA", embora ainda não exista um diagnóstico clínico formal.
O Canadá está na vanguarda do apoio a indivíduos afetados por essas experiências, com comunidades digitais que discutem o que chamam de "espiral". A OpenAI, que desenvolve o ChatGPT, enfrenta críticas e processos judiciais após casos alarmantes, incluindo o uso do chatbot por um jovem que cometeu um crime violento.
Millar começou a usar o ChatGPT em 2024 para auxílio em questões de saúde mental relacionadas ao seu trabalho. O que começou como uma busca por respostas se transformou em uma obsessão, levando-o a enviar artigos científicos e até a desenvolver uma teoria cosmológica. Ele admite que isso afastou amigos e familiares.
Outro caso semelhante é o de Dennis Biesma, um informático holandês que também se deixou levar por interações com o ChatGPT. Ele descreveu sua experiência como quase mágica, levando-o a se demitir do trabalho e a desenvolver um aplicativo baseado em suas conversas com a IA.
A OpenAI, após atualizar o ChatGPT-4 em abril de 2025 e reconhecer que a nova versão era excessivamente bajuladora, afirmou que a segurança dos usuários é uma prioridade. No entanto, muitos usuários vulneráveis relatam que respostas positivas do chatbot criam uma sensação de euforia similar ao efeito de drogas.
Com o aumento de casos como os de Millar e Biesma, a discussão sobre a regulamentação do uso de chatbots e o impacto da inteligência artificial na saúde mental se torna cada vez mais urgente, levantando questões sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em proteger seus usuários.
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