Novo México Processa Governo dos EUA por Acesso a Arquivos de Epstein

O estado do Novo México moveu uma ação contra o Departamento de Justiça dos EUA, exigindo acesso a documentos não censurados sobre Jeffrey Epstein. A administração alega que a falta de transparência prejudica a investigação sobre crimes sexuais. A disputa pode ter implicações internacionais ao identificar e processar abusadores. A investigação, reaberta em fevereiro, enfrenta obstáculos significativos e a necessidade urgente de informações.

O estado do Novo México entrou com uma ação judicial nesta quarta-feira (5) contra o Departamento de Justiça dos EUA em busca de acesso a documentos não censurados relacionados a Jeffrey Epstein. A administração estadual argumenta que a agência federal está dificultando suas investigações ao se recusar a fornecer os registros completos.

Essa ação judicial intensifica a disputa política em torno dos arquivos de Epstein, uma questão que gerou desconforto no governo Trump. A investigação do estado pode ter desdobramentos internacionais ao identificar e processar indivíduos que supostamente abusaram sexualmente de meninas e mulheres em Zorro Ranch, propriedade de Epstein no Novo México.

Desde fevereiro, o estado, sob a administração do Partido Democrata, reabriu a investigação sobre Epstein e solicitou documentos não censurados ao Departamento de Justiça para identificar visitantes e funcionários do rancho que poderiam ter participado ou testemunhado crimes. O Departamento de Justiça afirmou ter fornecido algumas informações, mas alegou que a divulgação completa era impedida por leis de proteção à privacidade.

O processo legal argumenta que a inação do governo federal não apenas atrasa a investigação, mas também intensifica o sofrimento das sobreviventes. O estado solicita que a Justiça obrigue o Procurador Geral em Exercício dos EUA, Todd Blanche, a liberar os arquivos requisitados.

Em resposta à ação, o Departamento de Justiça dos EUA declarou que, conforme a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein e ordens judiciais de proteção, a divulgação de informações que identifiquem as vítimas não é permitida. Um porta-voz mencionou que o Novo México não apresentou justificativa legal para as divulgações abrangentes.

Mais de cinco meses após o início da investigação, o promotor de Novo México, Raul Torrez, ainda não anunciou resultados. Ele informou à imprensa que o estado está alocando recursos significativos para a investigação, mas evitou fornecer detalhes adicionais. Torrez destacou a importância de acessar os arquivos antes de responsabilizar alguém.

As autoridades do Novo México afirmam que o Departamento de Justiça dos EUA não cumpriu um acordo de 2019, que previa a interrupção da investigação estadual em troca de informações sobre vítimas e crimes. Em março, Torrez mencionou os obstáculos enfrentados pela investigação, incluindo o tempo decorrido desde os supostos crimes, o desaparecimento de evidências após a venda do rancho em 2023 e possíveis questões de jurisdição.

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