Nesta terça-feira (14), Nova York se tornou pioneira ao suspender a construção de grandes data centers, sendo o primeiro estado americano a implementar tal medida. Essa pausa se dá em meio a preocupações sobre os impactos ambientais, como o consumo excessivo de energia e a pressão sobre os recursos hídricos.
A decisão impacta a aprovação de novas licenças ambientais para instalações que tenham uma potência superior a 50 megawatts. Durante o período de um ano, o governo estadual realizará uma análise detalhada dos efeitos dessas estruturas nas comunidades locais e estabelecerá novas diretrizes para futuras construções.
A governadora Kathy Hochul ressaltou a necessidade de agir diante do crescimento dos data centers, que podem elevar as contas de energia e esgotar recursos naturais. Atualmente, Nova York conta com mais de 130 data centers, número inferior ao de estados como Virgínia e Texas.
Empresas de tecnologia, incluindo Alphabet e Microsoft, não se manifestaram sobre a decisão. Por outro lado, a Digital Realty, operadora de data centers, expressou preocupação de que essa pausa possa redirecionar investimentos para outros estados. Doug Adams, da NTT Global Data Centers, destacou a importância de comunicar melhor os benefícios dessas estruturas, como a geração de empregos e investimentos.
A expansão dos data centers nos EUA tem suscitado alertas, uma vez que essas instalações consomem grandes quantidades de eletricidade. Em diversas áreas, há receios de que o crescimento acarrete aumento nas tarifas de energia e pressione a rede elétrica existente.
A Assembleia Legislativa de Nova York já está considerando a aprovação de um projeto que estabelece regras mais rigorosas para data centers com potência acima de 20 megawatts. Isso poderia impactar ainda mais empreendimentos do que a suspensão atual.
Segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos, apenas um terço dos americanos apoia o ritmo atual de construção de data centers, e a maioria se opõe a ter uma unidade em sua própria comunidade. Dados do operador da rede elétrica de Nova York indicam que, em maio, havia mais de 12 gigawatts em pedidos de conexão, o que é suficiente para abastecer aproximadamente 750 mil residências.
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