Nesta quinta-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou sua preocupação com o aumento da dívida pública brasileira, que já cresceu mais de 10 pontos desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alcançando o nível mais alto desde 2021.
Em entrevista à GloboNews, Durigan afirmou que, se reeleito, o governo federal continuará focado em melhorar as contas públicas, controlando despesas e reduzindo benefícios fiscais. Ele destacou que, embora as contas ainda estejam no vermelho, houve progressos em relação às metas fiscais estabelecidas nos últimos anos.
O ministro reconheceu a existência de dificuldades na rolagem da dívida pública, que se refere à emissão de novos títulos para pagar os que estão vencendo. O Tesouro Nacional enfrenta desafios para emitir papéis com juros reais acima de 8% ao ano, um índice considerado elevado, o que gera desconfiança entre os investidores.
Durigan enfatizou que a política fiscal afeta diretamente a taxa de juros, que atualmente é a mais alta do mundo, em 14% ao ano. Ele reconheceu que fatores externos, como conflitos militares e o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, também influenciam os juros de longo prazo no Brasil.
O ministro concluiu afirmando que o compromisso do governo é fazer o possível para lidar com a questão dos juros altos nos próximos anos, ressaltando que a alta taxa de juros impacta severamente a economia como um todo. "Estamos diante de um cenário de incerteza, e é crucial reforçar nossa política fiscal", finalizou Durigan.
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