No dia 4 de outubro, Facebook e Instagram, ambas plataformas pertencentes à Meta, foram alvo de acusações por parte de reguladores da União Europeia. As plataformas estão sendo investigadas por não tomarem medidas adequadas para impedir o acesso de crianças com menos de 13 anos.
As conclusões são resultado de uma investigação de dois anos conduzida pela Comissão Europeia, que se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA). Essa legislação exige que as grandes empresas de tecnologia combatam conteúdos ilegais e prejudiciais em suas plataformas.
A Meta se manifestou, discordando das conclusões preliminares e enfatizando que ainda pode responder às acusações e implementar mudanças antes que uma decisão final seja tomada pela Comissão Europeia. Se as violações forem confirmadas, a multa pode chegar a até 6% do faturamento anual global da empresa.
Essa iniciativa surge em um contexto de crescente preocupação em vários países sobre os impactos das redes sociais na vida das crianças. Governos e especialistas têm pressionado as grandes empresas de tecnologia a reforçarem os mecanismos de proteção e controle nas plataformas.
O órgão regulador da UE afirma que a Meta não está fazendo o suficiente para aplicar as restrições que evitam o uso do Facebook e Instagram por crianças menores de 13 anos. Além disso, foram identificadas falhas nos sistemas que deveriam identificar e remover contas de menores criadas nas plataformas.
Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da UE, declarou: "Nossas conclusões preliminares mostram que o Instagram e o Facebook estão fazendo muito pouco para impedir que crianças abaixo dessa idade acessem seus serviços". Ela destacou a importância de que os termos e condições sejam acompanhados de ações concretas para proteger os usuários, especialmente as crianças.
A Meta, por sua vez, afirma que já possui medidas para detectar e remover contas de usuários menores de 13 anos e planeja anunciar novas iniciativas na próxima semana. Um porta-voz da empresa comentou: "A compreensão da idade é um desafio para todo o setor, que exige uma solução abrangente, e continuaremos a nos envolver de forma construtiva com a Comissão Europeia nessa questão importante."
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