Jefferson de Souza, um influenciador digital, está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo por supostamente usar inteligência artificial (IA) para criar vídeos sexualizados de jovens evangélicas. Ele alega que não teve a intenção de ofender as vítimas, afirmando que seu objetivo era criticar costumes por meio de humor.
Em depoimento e em um vídeo nas redes sociais, Jefferson declarou que suas publicações eram sátiras e que não buscavam promover a exploração sexual. Seu advogado, Aguinaldo Aparecido Ereno, reforçou a inocência do influenciador em relação às acusações de simulação de cenas pornográficas e difamação das mulheres envolvidas.
O caso envolve a manipulação de imagens de fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB), incluindo adolescentes. Uma jovem de 16 anos afirmou que sua foto foi utilizada sem permissão, sendo transformada em um vídeo onde aparecia de forma sexualizada. Outro testemunho revela que a vítima tentou remover o material de circulação, tendo feito denúncias e iniciado um processo jurídico.
A Polícia está investigando Jefferson por simulações de conteúdo sexual envolvendo menores, conforme previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena para tais crimes pode variar de um a três anos de prisão, além de multa. Jefferson reconheceu que utilizou fotos de redes sociais públicas, alegando não ter conhecimento da idade das pessoas retratadas.
Jefferson, que possui cerca de 50 mil seguidores nas redes sociais, admitiu usar técnicas de deepfake para criticar as roupas das mulheres em cultos. Após o início das investigações, ele se desculpou publicamente e disse que pretende ser mais cauteloso. A Congregação Cristã do Brasil declarou apoio a medidas legais e as plataformas digitais se manifestaram contra conteúdos de exploração sexual infantil, removendo publicações ofensivas.
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