O presidente da Samsung, Lee Jae-yong, de 57 anos, neto do fundador da empresa, anunciou que a família por trás da gigante sul-coreana completou o pagamento de um imposto sobre herança de 12 trilhões de wons (aproximadamente R$ 40 bilhões), o maior valor já registrado na história do país.
Este montante foi pago em seis parcelas ao longo de cinco anos, ligando-se ao espólio do falecido presidente da Samsung, Lee Kun-hee, que faleceu em outubro de 2020. A Samsung é o maior chaebol da Coreia do Sul, um conglomerado familiar com atuação em eletrônicos, construção, serviços financeiros e muito mais.
Lee Kun-hee deixou uma impressionante fortuna de 26 trilhões de wons, que inclui ações, imóveis e coleções de arte. Em declaração anterior, a família afirmou que "pagar impostos é um dever natural dos cidadãos". A Samsung confirmou que o pagamento da última parcela foi realizado, ressaltando que o valor equivale a cerca de uma vez e meia da receita total prevista do país com imposto sobre herança em 2024.
Com uma alíquota de 50%, o imposto sobre herança na Coreia do Sul é um dos mais altos do mundo. A atenção de investidores foi crucial, uma vez que o pagamento poderia impactar a capacidade da família Lee de manter o controle sobre a empresa.
Parte do espólio de Lee Kun-hee, incluindo obras de arte de artistas renomados como Pablo Picasso e Salvador Dalí, foi doada a instituições culturais. A família Lee possui um patrimônio líquido combinado que supera os US$ 45 bilhões, e sua riqueza mais que dobrou no último ano devido à crescente demanda por chips de computador na indústria de inteligência artificial.
O pagamento do imposto é um capítulo a mais na tumultuada história de sucessão da Samsung, marcada por escândalos políticos e brigas familiares. Em 2017, Lee Jae-yong foi preso em um escândalo de corrupção que resultou no impeachment da ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye.
Desde a sua fundação, a Samsung tem sido gerida pela família Lee, que se tornou uma figura central na economia sul-coreana. A complexidade da estrutura de negócios da Samsung e a necessidade de manter o controle familiar levaram a um histórico de fusões e aquisições complicadas. Lee Jae-yong, preparado por três décadas para assumir a liderança, ainda enfrenta desafios significativos, especialmente após as controvérsias que marcaram sua ascensão.
À medida que a Samsung continua a evoluir, a capacidade da família Lee de manter o controle sobre o conglomerado é uma questão crítica para o futuro da empresa e sua influência na economia global.
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