Familiares das vítimas de um dos mais mortais massacres da história canadense, ocorrido em Tumbler Ridge em fevereiro de 2026, entraram com um processo contra a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, e seu CEO Sam Altman, em um tribunal dos Estados Unidos.
No ataque, uma atiradora, identificada como Jesse Van Rootselaar, matou oito pessoas, entre elas várias crianças, antes de cometer suicídio. A tragédia levantou questões sobre a responsabilidade da OpenAI em alertar as autoridades sobre a ameaça que a atiradora representava.
Os familiares alegam que a OpenAI identificou Van Rootselaar como uma ameaça potencial oito meses antes do massacre, mas não notificou a polícia. Em uma carta aberta, Altman expressou seu profundo arrependimento pela falta de comunicação.
O processo, apresentado em São Francisco, alega que a OpenAI não tomou medidas adequadas para prevenir o ataque, temendo que a divulgação de conversas violentas pudesse prejudicar seus planos de abertura de capital. A empresa, por sua vez, classificou o tiroteio como uma tragédia e afirmou ter políticas de tolerância zero quanto ao uso de suas ferramentas para facilitar a violência.
Este caso faz parte de um aumento nas ações judiciais contra empresas de inteligência artificial, que são acusadas de não impedir conversas que levam a comportamentos autodestrutivos e violência. O advogado dos autores do processo anunciou planos para mais 20 ações contra a OpenAI.
Relatos indicam que a atiradora teve interações com o ChatGPT onde discutiu violência com armas. A equipe de segurança da OpenAI teria sugerido que a polícia fosse informada, mas essa recomendação foi ignorada pelos diretores da empresa.
Após o massacre, a OpenAI declarou que está reforçando suas medidas de segurança, aprimorando como o ChatGPT responde a sinais de angústia e melhorando a detecção de ameaças. A empresa assegura que continua a melhorar seus sistemas para prevenir a facilitação da violência.
O caso em Tumbler Ridge é um dos muitos que estão sendo discutidos em tribunais, levantando questões sobre a responsabilidade das plataformas de IA em prevenir atos de violência. A OpenAI nega as acusações e defende suas práticas de segurança, ao mesmo tempo em que investigações em outros casos relacionados continuam.
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