Expectativa de Faturamento para o Dia dos Pais em 2026 Atinge R$ 8,52 Bilhões no Brasil

O comércio varejista brasileiro projeta um faturamento de R$ 8,52 bilhões para o Dia dos Pais de 2026, uma alta de 2,9% em relação ao ano anterior. Com o mercado de trabalho aquecido e a taxa de desemprego em 5,6%, o setor se prepara para a quarta data mais importante do calendário, destacando-se no vestuário e beleza. No entanto, o endividamento das famílias ainda representa um desafio para um crescimento mais robusto.

Expectativa de Faturamento para o Dia dos Pais em 2026

O comércio varejista brasileiro deve movimentar R$ 8,52 bilhões no Dia dos Pais de 2026, conforme projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este valor representa uma alta de 2,9% em comparação a 2025, já descontada a inflação, colocando a data como a quarta mais importante do calendário do setor, com o melhor faturamento em 12 anos.

A CNC atribui esse avanço ao mercado de trabalho mais aquecido, com a taxa de desocupação em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor nível para o período desde 2012. Adicionalmente, a massa real de rendimentos cresceu 5,0% em relação ao ano anterior.

O faturamento deve se concentrar em vestuário (R$ 3,34 bilhões), perfumaria e cosméticos (R$ 1,72 bilhão) e utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,31 bilhão), que juntos representam quase 83% das vendas. Contudo, a CNC alerta para a aceleração dos preços da cesta de presentes, que deve aumentar em 5,8%, acima da projeção do IPCA-15 (+5,0%).

Entre os produtos, destaca-se o aumento nos preços de computadores (+11,9%) e perfumes (+9,8%), enquanto televisores e bebidas alcoólicas enfrentam queda.

A data também deve gerar 12,07 mil vagas temporárias no varejo, com uma taxa de efetivação estimada em 14,8%. Segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o desempenho do varejo confirma sua posição como "termômetro da economia nacional", impulsionado pela melhora no emprego e na renda, mesmo com a Selic ainda elevada.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, ressalta que o crédito ainda representa um obstáculo para um crescimento mais forte, devido ao endividamento recorde das famílias. O porcentual de lares com dívidas a vencer está em 81,64% pelo quinto mês consecutivo, e a inadimplência permanece em 29,9%, próxima ao recorde de 30,5% registrado no final do ano passado.

Bentes afirma que, apesar da queda do desemprego e do avanço dos rendimentos, o alto nível de endividamento e as fragilidades nas condições de financiamento limitam um aumento mais robusto do consumo.

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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