A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, está enfrentando um momento difícil na bolsa de valores de Nova York. Vinte e seis ex-funcionários da empresa moveram uma ação judicial, alegando que a companhia utilizou um sistema de inteligência artificial que teria discriminado trabalhadores com deficiência e aqueles afastados por motivos de saúde durante demissões em massa.
De acordo com informações obtidas pela agência Reuters, a ferramenta de IA teria selecionado desproporcionalmente esses grupos para demissão. A Meta, que não se manifestou imediatamente sobre o caso, implementou cortes significativos de pessoal nos últimos anos como parte de sua estratégia de contenção de custos e reestruturação.
O processo judicial questiona os critérios utilizados para determinar quais funcionários seriam desligados. As demissões ocorreram após uma rodada realizada em maio, quando a empresa anunciou a saída de cerca de 8 mil colaboradores, representando aproximadamente 10% de sua força de trabalho, que totalizava cerca de 78,9 mil funcionários no final de 2025. As notificações de demissão foram enviadas inicialmente a trabalhadores na Ásia e, em seguida, para os Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação do impacto dessas demissões entre os funcionários da Meta no Brasil.
Antes dos cortes, a Meta já havia informado que cerca de 7 mil empregados seriam realocados para áreas focadas em inteligência artificial. No entanto, relatos indicam que essas mudanças não eram opcionais, gerando tensão interna. A diretora de recursos humanos da empresa, Janelle Gale, comunicou aos funcionários que a decisão visava aumentar a eficiência e justificar os altos investimentos na área de IA.
A Meta tem intensificado seus investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, incluindo a compra de chips e a construção de centros de dados. A empresa planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões até 2026, o que equivale a aproximadamente R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões, principalmente para expandir sua capacidade de desenvolver novas tecnologias de IA. Em fevereiro, a Meta também firmou um contrato com a fabricante de chips AMD para adquirir milhões de processadores, avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.
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