O Departamento de Comércio dos Estados Unidos determinou que diversas empresas do setor de semicondutores suspendam o envio de equipamentos para a Hua Hong, a segunda maior fabricante de chips da China. Essa ação, anunciada na semana passada, é parte de uma estratégia mais ampla para desacelerar o desenvolvimento de chips avançados no país asiático.
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o governo americano acredita que a Hua Hong é capaz de produzir chips avançados, essenciais para a tecnologia de inteligência artificial. A decisão inclui restrições a ferramentas e materiais que poderiam ser usados nas instalações da empresa. Entre os afetados estão grandes fabricantes americanas, como Lam Research, Applied Materials e KLA.
As ações de KLA, Lam e Applied caíram entre 4% e 6% após a divulgação das cartas do Departamento de Comércio, enquanto os papéis da Hua Hong recuaram 3,5%. As restrições visam também a Huali Microelectronics, unidade de fabricação sob contrato que se preparava para adotar um processo de produção de chips de 7 nanômetros em Xangai.
Nos últimos anos, o governo dos EUA tem imposto limites ao envio de equipamentos para fábricas chinesas, numa tentativa de manter a liderança tecnológica americana em semicondutores, especialmente em inteligência artificial. Essas novas restrições podem exacerbar as tensões com a China, especialmente com uma reunião agendada entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim em maio.
Com as novas proibições, empresas americanas podem enfrentar perdas significativas em vendas, principalmente se já estiverem abastecendo fábricas que estão se modernizando para a produção de chips mais avançados. Apesar disso, a Hua Hong pode buscar alternativas de fornecedores locais ou estrangeiros para contornar as restrições.
Até o momento, o Departamento de Comércio e as empresas mencionadas não se manifestaram oficialmente sobre o assunto.
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