Controlar a pressão arterial, evitar diabetes e não fumar entre os 45 e 65 anos pode acrescentar quase 13 anos de vida livre de demência, segundo um estudo publicado na Neurology Open Access. A pesquisa acompanhou mais de 12 mil pessoas por cerca de 26 anos, revelando que esses fatores de risco cardiovascular estão intimamente ligados ao desenvolvimento precoce da demência.
O estudo também revelou que as mulheres permaneceram mais tempo sem demência em comparação aos homens, e que participantes brancos apresentaram expectativas de vida sem a doença superiores às de participantes negros. Os autores enfatizam que a prevenção de fatores de risco deve ser priorizada na meia-idade, especialmente para grupos vulneráveis.
A pesquisa focou em três fatores de risco cardiovascular: hipertensão, diabetes e tabagismo. Os pesquisadores destacam que esses elementos não só afetam a saúde cardiovascular, mas também influenciam o desenvolvimento da demência ao longo do tempo. Josef Coresh, pesquisador sênior do estudo, afirma que evitar esses riscos é essencial para preservar a saúde cerebral.
Os resultados mostraram que aqueles sem hipertensão, diabetes ou tabagismo viveram, em média, cerca de 30 anos sem demência, enquanto os que possuíam os três fatores viveram apenas 17 anos sem a doença. A diferença de quase 13 anos destaca o impacto significativo dos fatores de risco cardiovascular na expectativa de vida livre da demência.
Os autores observam que, embora o estudo não prove uma relação de causa e efeito, ele sugere uma associação clara entre estes fatores de risco e uma maior expectativa de vida livre de demência. Eles recomendam que as pessoas adotem medidas preventivas a partir dos 45 anos, como parar de fumar e monitorar a saúde vascular, para promover um envelhecimento saudável.
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