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Assistir no YouTubeUm estudo recente da London School of Economics and Political Science (LSE), publicado na revista Nature, revela um panorama preocupante da exploração sexual infantil facilitada pela tecnologia. A pesquisa indica que uma em cada seis crianças e adolescentes que acessam a internet na África e na Ásia já enfrentou algum tipo de abuso sexual digital.
Liderada por Sakshi Ghai, a pesquisa analisou dados representativos de quase 12 mil adolescentes, entre 12 e 17 anos, em 12 países da África Oriental, Austral e do Sudeste Asiático. Os resultados mostram que 17% dos jovens usuários de internet nessas regiões sofreram algum tipo de abuso digital em um período de um ano, o que representa mais de 10 milhões de crianças afetadas.
Um achado interessante é que, ao contrário do abuso físico, onde as meninas estão em maior risco, no ambiente digital a prevalência é similar entre meninos e meninas, com 16,9% dos meninos e 17% das meninas relatando experiências de abuso.
O estudo identificou nove tipos diferentes de abuso sexual online, sendo a forma mais comum o recebimento de imagens sexuais não solicitadas, afetando cerca de 10% dos jovens. Outras formas de abuso incluem:
Embora os números sejam alarmantes, mais da metade das vítimas (51%) nunca relatou o abuso. A maioria busca apoio em redes informais, como amigos e familiares, em vez de canais oficiais. Apenas 3% das vítimas procuraram a polícia, revelando uma falha na percepção de instituições como seguras para relatar abusos.
O estudo sugere que o envolvimento ativo dos pais na vida digital das crianças pode aumentar a probabilidade de denúncia. Além disso, é crucial educar os jovens sobre onde buscar ajuda após experiências de assédio, para que possam romper o silêncio e encontrar suporte.
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