Drones de Segurança: A Nova Fronteira no Combate a Tiroteios em Escolas nos EUA

Um novo projeto nos EUA visa usar drones para neutralizar atiradores em escolas. A Campus Guardian Angel desenvolveu essa tecnologia inspirada nas táticas de combate da guerra na Ucrânia. Os drones, pilotados remotamente, têm o potencial de chegar ao local do crime em apenas 15 segundos. Conheça os detalhes dessa inovação que busca proteger a educação e a segurança das crianças.

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Drones de Segurança nas Escolas Americanas

Imagine um cenário em que um atirador invade uma escola nos Estados Unidos. Um professor aciona um alarme pelo celular, e antes mesmo da polícia chegar, um esquadrão de drones guardiões já está a caminho para neutralizar a ameaça. Este é o plano da Campus Guardian Angel, que visa implementar uma tecnologia inovadora para aumentar a segurança nas escolas.

O diretor de operações táticas da empresa, Khristof Oborski, revelou que a inspiração para essa ideia veio das táticas de combate observadas na guerra na Ucrânia. Ele explicou: "Nosso diretor executivo viu como os drones pilotados em primeira pessoa eram eficazes no campo de batalha, e pensou em como aplicar esse sistema para enfrentar o problema crescente dos tiroteios em escolas nos EUA".

O processo começa com o mapeamento 3D da escola, que permite determinar rotas estratégicas para os drones. Esses dispositivos são armazenados em mini-hangares, agrupados em esquadrões de três, tanto dentro quanto fora da instituição. Ao ativar o alarme, os drones decolam, pilotados remotamente de uma central de emergências localizada em Austin, Texas, com o objetivo de alcançar o suspeito em menos de 15 segundos.

De acordo com Oborski, a intervenção dos drones dependerá das ações do suspeito. Se um menor estiver apenas caminhando com uma arma, a presença dos drones, que contam com áudio bidirecional, pode ser suficiente para dar comandos e desescalar a situação. No entanto, se o indivíduo estiver atacando, a empresa pode utilizar "impactos cinéticos" ou gel de pimenta não letal.

Dados do portal IntelliSee apontam que, em 2025, houve 233 incidentes com armas de fogo em campus educacionais. Um dos casos mais trágicos ocorreu em maio de 2022 em Uvalde, Texas, onde um atirador matou 19 alunos e duas professoras, sendo neutralizado 77 minutos após o início do ataque.

Os drones, fabricados nos EUA, são oferecidos em contratos anuais com valores variando conforme o tamanho da escola e o número de edifícios. Cada drone pesa menos de um quilo, mede cerca de 25 centímetros e pode alcançar o suspeito a uma velocidade de 65 km/h.

Atualmente, existem projetos-piloto em escolas na Flórida e Geórgia, financiados por recursos públicos. Em Houston, Texas, pais demonstram interesse em arcar com os custos. Bill King, ex-SEAL e cofundador da empresa, afirmou: "O cenário ideal seria instalar esse sistema em todas as escolas dos EUA e nunca precisar usá-lo".

É importante destacar que os drones não operam com inteligência artificial, algo que traz segurança para os pais e educadores. Os pilotos do programa são descritos como "nerds" de videogames, mais do que soldados, segundo Alex Campbell, um dos pilotos. Ele conclui: "É gratificante saber que você pode ajudar a garantir a segurança, permitindo que todos voltem para casa em segurança".

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