A Meta lançou recentemente uma linha de "óculos espiões", esperando que o produto fosse bem recebido, similar ao sucesso de tablets e smartwatches. No entanto, a resposta no Reino Unido tem sido bastante negativa.
Bares, restaurantes e teatros estão proibindo a entrada de pessoas que utilizam os óculos, citando preocupações com a privacidade de clientes e funcionários. Jeremy King, proprietário de restaurantes em Londres, expressou sua posição ao jornal The Guardian: "Eu jamais permitiria, conscientemente, qualquer invasão da privacidade dos clientes, exceto com os olhos que nascemos".
O clube privado Soho House e a rede de pubs Wetherspoons também implementaram restrições semelhantes. Teatros como o Bristol Hippodrome e o Edinburgh Playhouse têm políticas rigorosas contra gravações durante as apresentações, e aqueles que estiverem usando os óculos serão solicitados a removê-los.
A crescente preocupação sobre a privacidade foi impulsionada por vídeos gravados com os óculos que mostraram situações de assédio a mulheres, levando a conteúdos virais nas redes sociais. Adam Mosseri, diretor do Instagram, afirmou que a plataforma intensificou a fiscalização sobre vídeos capturados sem consentimento.
A Meta, por sua vez, defende seu compromisso com a privacidade. Em um comunicado, a empresa destacou que os óculos têm diversas funções, como ouvir música, realizar traduções simultâneas e fazer chamadas de forma prática. "Para quem os usa e para as pessoas ao redor, a confiança é fundamental", declarou a Meta.
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