Assista tambem nas redes
Assistir no InstagramA Samsung Electronics e o sindicato de seus funcionários na Coreia do Sul não conseguiram chegar a um entendimento durante as negociações salariais realizadas na quarta-feira, dia 13. Essa falta de acordo aumenta os temores de uma greve, que pode comprometer tanto a produção de chips quanto a economia do país, que é fortemente baseada nas exportações.
Após duas longas reuniões mediadas pelo governo nos dias 11 e 12 de outubro, o impasse se intensificou. Os trabalhadores da Samsung estão insatisfeitos com o bônus que receberam, que foi inferior ao da SK Hynix, sua concorrente no setor de semicondutores. O sindicato já planeja uma greve de 18 dias, com início em 21 de maio, caso suas demandas não sejam atendidas.
Estima-se que mais de 50 mil funcionários possam aderir à greve. Isso pode resultar em atrasos nas entregas, aumento nos preços dos semicondutores e uma vantagem competitiva para as empresas rivais. O representante sindical, Choi Seung-ho, informou que a Samsung rejeitou a proposta de alteração no sistema de remuneração, que incluía a eliminação do teto para bônus.
A Samsung expressou sua decepção com o fracasso das negociações e reiterou seu compromisso em manter um 'diálogo sincero' com o sindicato, a fim de evitar o que classificou como o 'pior cenário possível'. Em resposta à situação, o governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência com ministros responsáveis e o primeiro-ministro Kim Min-seok solicitou que a situação fosse gerida com atenção, dada a gravidade do impacto econômico potencial.
A economia da Coreia do Sul tem se tornado cada vez mais dependente das exportações de semicondutores, que representaram 37% das exportações totais em abril, um aumento significativo em relação aos 20% do ano anterior, conforme dados do governo.
Deixe seu e-mail abaixo para garantir acesso a tutoriais exclusivos, novos conteúdos do projeto e nossos lançamentos em primeira mão.