Um novo serviço de bloqueio de ligações indesejadas, conhecido como VivoAnti-spam, gerou uma intensa disputa entre operadoras de telefonia no Brasil. De um lado, a Vivo defende a iniciativa como uma medida para proteger os consumidores contra chamadas fraudulentas. Do outro, a TIM e outras empresas alegam que o sistema está bloqueando ligações legítimas, prejudicando serviços essenciais.
A Vivo afirma que seu serviço identifica e bloqueia chamadas massivas antes que cheguem aos clientes. No entanto, a TIM, por exemplo, relatou à Anatel que seus usuários têm enfrentado restrições indevidas. Ao menos sete operadoras apresentaram reclamações formais, destacando que o bloqueio tem afetado até mesmo ligações de instituições de saúde.
Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, destacou que o funcionamento do anti-spam é semelhante ao de filtros de e-mail, onde chamadas legítimas podem ser erroneamente bloqueadas. A Anatel, por sua vez, está analisando as queixas e buscando um equilíbrio entre a proteção ao consumidor e a continuidade das chamadas válidas.
A empresa Adyl Telecom informou que desde junho, mais de 16 mil ligações foram interrompidas devido ao sistema da Vivo, afetando serviços públicos essenciais. A 3corp Technology, que presta serviços para a prefeitura de Araçatuba, também relatou bloqueios indevidos de chamadas de números que deveriam ser autenticados.
Apesar das críticas, a Vivo assegurou que seu sistema não bloqueia ligações que seguem as regras estabelecidas. A operadora afirmou estar trabalhando ativamente para combater o 'spoofing', que envolve o uso de números falsos por chamadas indesejadas. Além disso, clientes afetados podem solicitar uma análise pelo site da Vivo ou desativar o serviço através do aplicativo.
A situação continua a evoluir, com a Anatel mediando as discussões entre as operadoras para garantir a proteção dos consumidores e a manutenção da comunicação legítima.
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