Brasil Registra Superávit Comercial de US$ 7 Bilhões em Julho de 2023

Em julho de 2023, o Brasil obteve um superávit de US$ 7 bilhões na balança comercial, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões. O crescimento nas vendas externas foi impulsionado principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa. A China segue sendo o maior parceiro comercial, enquanto as relações com a Argentina enfrentam tensões. Confira os detalhes desse desempenho econômico!

O Brasil alcançou um superávit de US$ 7 bilhões na balança comercial em julho de 2023, com exportações totalizando US$ 34,1 bilhões e importações somando US$ 27,1 bilhões. As informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quinta-feira (6).

A corrente de comércio, que inclui tanto exportações quanto importações, atingiu US$ 61,17 bilhões, representando um aumento de 6,8% em comparação com julho de 2022. As exportações cresceram 6,2% e as importações 7,6% no mesmo período.

Entre os principais fatores que impulsionaram as exportações, destaca-se o aumento de 9,3% nas vendas do setor agropecuário, principalmente devido à soja, que teve alta de aproximadamente US$ 870 milhões. A indústria extrativa também se destacou, com crescimento nas vendas de óleo bruto de petróleo (+US$ 960 milhões), e a indústria de transformação, especialmente em óleos combustíveis (+US$ 960 milhões), onde o crescimento percentual superou 63%.

Nas importações, os principais produtos foram óleos combustíveis de petróleo (+US$ 500 milhões), máquinas de processamento automático de dados (+US$ 320 milhões), medicamentos (+US$ 320 milhões), válvulas e tubos termiônicos (+US$ 290 milhões), e polímeros de etileno (+US$ 150 milhões).

A China permanece como o maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por quase um terço das exportações brasileiras em julho, totalizando US$ 10,7 bilhões, um aumento de 8,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 10,7% das exportações, apresentando uma queda de 5%.

É importante notar que a redução nas exportações para os EUA não inclui os impactos do novo tarifaço, que entrou em vigor em 22 de julho e deverá afetar os resultados de agosto, que serão divulgados no início de setembro. Além disso, as exportações para a Argentina caíram quase US$ 230 milhões, uma diminuição de 13,9% em relação ao ano anterior, coincidindo com um momento de tensões diplomáticas entre os dois países.

No acumulado de janeiro a julho, o Brasil registrou um superávit de US$ 49 bilhões, com crescimento tanto nas importações quanto nas exportações em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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