Bill Gates Depõe sobre Relação com Jeffrey Epstein em Investigação do Congresso

Bill Gates compareceu ao Congresso dos EUA para esclarecer sua relação com Jeffrey Epstein. O cofundador da Microsoft afirmou não ter compreendido a gravidade dos crimes de Epstein quando colaborou com ele. Gates também revelou que foi chantageado por Epstein. A investigação examina como as autoridades lidaram com o caso e as conexões de Epstein com figuras proeminentes. Descubra os detalhes dessa polêmica reveladora!

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Bill Gates, o fundador da Microsoft, compareceu nesta quarta-feira (10) à comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que investiga as ações das autoridades federais no caso envolvendo Jeffrey Epstein.

Durante seu depoimento, Gates afirmou que “não compreendia totalmente a extensão” dos crimes de Epstein ao se associar ao condenado por crimes sexuais para angariar fundos para sua fundação filantrópica. Ele também declarou que nunca testemunhou qualquer conduta criminosa por parte de Epstein, que o chantageou em relação a seus casos extraconjugais.

“Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates em sua declaração de abertura. O bilionário revelou que Epstein tentava usar informações sobre suas infidelidades para pressioná-lo a retomar o contato.

A investigação do Congresso está examinando como o Departamento de Justiça dos EUA conduziu o caso Epstein. Gates prestou depoimento de forma privada ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental, que investiga possíveis falhas na condução dos processos contra Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell, e outras questões relacionadas.

O presidente do comitê, deputado James Comer, havia solicitado que Gates comparecesse para uma entrevista presencial. Para se preparar, Gates contratou Jake Greenberg, ex-investigador do comitê. Após a saída de Greenberg, a comissão confirmou que não tinha mais vínculos com ele.

Epstein, que se declarou culpado em 2008 de prostituição na Flórida, cumpriu 13 meses de prisão e, em 2019, foi acusado de tráfico sexual de menores, negando as acusações até sua morte, considerada suicídio, no mesmo ano.

Documentos do Departamento de Justiça revelaram que Gates e Epstein se encontraram várias vezes após 2008 para discutir a ampliação dos esforços filantrópicos de Gates. Fotos de Gates com mulheres, cujos rostos estavam ocultos, também foram divulgadas. Gates já declarou que sua relação com Epstein se limitava a discussões sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter se encontrado com ele.

Em uma reunião realizada em fevereiro, Gates “assumiu a responsabilidade por suas ações”, conforme relatado por um porta-voz da Fundação Gates. A fundação, por sua vez, iniciou uma revisão externa sobre o relacionamento com Epstein.

A investigação da Câmara dos Representantes analisa a condução do caso pelas autoridades, incluindo investigações, acordos judiciais, a morte de Epstein, falhas no combate ao tráfico sexual e atrasos na divulgação de arquivos governamentais. A liberação de milhões de documentos revelou conexões de Epstein com muitas personalidades proeminentes, incluindo o ex-presidente Donald Trump, que teve um relacionamento social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000. A ex-procuradora-geral Pam Bondi, demitida por Trump, também foi criticada por sua gestão do caso.

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