No dia 3 de outubro, a Apple solicitou a um juiz dos EUA uma liminar que proíbe dois ex-funcionários e a OpenAI de acessarem, adquirirem, utilizarem ou divulgarem informações confidenciais durante um processo envolvendo segredos comerciais. Este movimento ocorre após a Apple ter processado a OpenAI e os mesmos ex-funcionários, que atualmente trabalham na empresa, alegando apropriação indevida de segredos comerciais para favorecer a entrada da OpenAI no mercado de hardware.
A ação legal intensifica uma tensão já existente entre as duas gigantes da tecnologia. Em seu pedido, a Apple também solicitou uma aceleração na fase de produção de provas, o que inclui documentos que podem comprovar o acesso não autorizado às suas informações proprietárias.
A Apple requisitou que fossem feitos depoimentos dos ex-funcionários Chang Liu, que atuou como engenheiro elétrico sênior, e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos. Além deles, a empresa quer ouvir Yu-Ting Peng, da OpenAI, e um outro funcionário, cuja identidade não foi revelada, que também trabalhou na Apple. A Apple argumenta que pode sofrer danos irreparáveis sem a concessão da liminar.
Em resposta, a OpenAI contestou o pedido em seu blog, afirmando que a solicitação da Apple é baseada em informações enganosas e que não possui interesse nos segredos comerciais da Apple.
Essa batalha legal, que está ocorrendo no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, é significativa, especialmente após a OpenAI ter vencido uma contestação judicial de Elon Musk e sua empresa xAI. O resultado desse processo pode moldar o futuro dos dispositivos de inteligência artificial e sua capacidade de competir com produtos como o iPhone, que é o carro-chefe da Apple.
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