Um minicelular, do tamanho de uma tampa de caneta, foi recentemente apreendido em uma cela de prisão em Canoas, o que levantou preocupações sobre a segurança nos presídios. Para combater a venda desses dispositivos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) firmou um acordo com grandes marketplaces na última terça-feira (23).
Participam da parceria plataformas como Amazon, Shopee, Mercado Livre, Casas Bahia, Magalu, Carrefour e Temu. O objetivo é combater a comercialização de minicelulares, que têm sido frequentemente utilizados dentro de unidades prisionais.
Esses dispositivos, por seu tamanho reduzido, conseguem burlar os sistemas de vigilância das prisões. A Anatel destaca que há um elevado número de anúncios que não informam devidamente o número de homologação, essencial para rastrear informações sobre o aparelho.
Para reforçar o controle sobre a venda desses celulares, o acordo prevê o desenvolvimento de tecnologias que utilizem inteligência artificial. As plataformas devem criar mecanismos para verificar se o número de homologação condiz com o aparelho anunciado, funcionando como um “RG” do celular.
Em 2023, um minicelular foi encontrado em uma cela em Canoas, não detectado pelos equipamentos de segurança. Outro caso envolveu um detento que engoliu três minicelulares e quatro baterias em São José do Rio Preto (SP). Em Cuiabá (MT), um celular em formato de lata de refrigerante também passou despercebido na fiscalização.
A Anatel e os varejistas agora formarão um grupo de trabalho para acompanhar a execução dessas ações, buscando garantir a segurança da população e a integridade das unidades prisionais.
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