Anúncios de Harry Kane e Erling Haaland Banidos no Reino Unido

Dois anúncios com Harry Kane e Erling Haaland foram considerados irresponsáveis e banidos no Reino Unido. A ASA apontou que as estrelas do futebol têm grande apelo entre menores de 18 anos. A Oddschecker, responsável pelos anúncios, defendeu que eram conteúdos editoriais, mas a ASA não aceitou a justificativa. Entenda como a publicidade no esporte enfrenta novas regulamentações.

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Publicidade Irresponsável com Estrelas do Futebol

Recentemente, dois anúncios no Instagram, estrelados por Harry Kane e Erling Haaland, foram banidos no Reino Unido devido à sua classificação como "irresponsáveis". A Advertising Standards Authority (ASA) determinou que as publicidades, vinculadas a um site de apostas online, infringiram seu código ao ter um "forte apelo junto a menores de 18 anos".

A Oddschecker, empresa que lançou as imagens, argumentou que os conteúdos eram principalmente editoriais e não anúncios, além de ter configurado a conta para acesso exclusivo de maiores de 18 anos. No entanto, a ASA destacou que muitos jovens não utilizam suas datas reais de nascimento ao se inscreverem nas redes sociais.

A investigação da ASA foi iniciada após uma denúncia de um pesquisador da Universidade de Bristol. Um dos anúncios apresentava Kane com a legenda: "Harry Kane é o jogador com mais apostas para vencer a Bola de Ouro em 2026 (32% das apostas)", acompanhado de um emoji de troféu. O outro anúncio mostrava Haaland e mencionava que, nas últimas 24 horas, a Noruega vencer a Copa do Mundo de 2026 era a aposta mais popular no Oddschecker.

A empresa Cyan Blue Odds Ltd, que opera a Oddschecker, reconheceu que utilizar grandes figuras do futebol pode atrair a atenção de crianças e reiterou que a conta foi ajustada para maiores de 18 anos. Eles classificaram as postagens como conteúdo "editorial" e não publicitário, razão pela qual não incluíram avisos de idade ou mensagens sobre jogo responsável.

No entanto, a ASA rejeitou essa defesa, afirmando que Kane e Haaland possuem um alto risco de apelo entre menores de idade. "Concluímos que os anúncios eram irresponsáveis e violaram o código", disse a autoridade.

Em outra análise, a ASA considerou que um anúncio diferente com o ex-jogador Thierry Henry não violou suas regras, pois não apresentava um forte apelo para o público jovem.

Essa situação ilustra como a publicidade esportiva está sob crescente escrutínio e regulamentação no que diz respeito à proteção de menores.

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