A Amazon Leo revelou em 27 de novembro de 2026 durante o evento Future EMEA, realizado em Dartford, Reino Unido, um plano audacioso para lançar uma constelação de até 5.105 satélites. Esses satélites irão permitir a conectividade direta entre dispositivos móveis e satélites, viabilizando chamadas de voz, troca de mensagens e acesso à internet, especialmente em regiões que não têm cobertura das redes celulares tradicionais.
O início da implantação dos satélites está agendado para 2028, e a Amazon já protocolou um pedido junto à Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) para obter a aprovação necessária para o projeto. A FCC ainda não se manifestou sobre o pedido.
O serviço será desenvolvido em colaboração com operadoras de telefonia móvel em diversos países, utilizando o espectro de satélite da Globalstar, uma empresa que a Amazon anunciou a intenção de adquirir no início deste ano. A Globalstar já oferece conectividade a milhões de usuários de dispositivos Apple, possibilitando mensagens de emergência e assistência rodoviária em áreas sem sinal.
Essa iniciativa marca um avanço significativo nos planos da Amazon de expandir seus serviços de internet via satélite, intensificando a competitividade no mercado de conectividade direta para smartphones, onde também atuam empresas como SpaceX, AST SpaceMobile e Lynk Global.
No entanto, a crescente limitação na capacidade de lançamentos de foguetes representa um desafio para a implementação dessa nova geração de satélites. A Amazon Leo já estabeleceu parcerias com grandes nomes, como Vodafone, DirecTV, Herotel e a National Broadband Network da Austrália, e já possui cerca de 390 satélites em órbita.
No contexto de competição, o presidente da FCC comentou sobre as críticas da Amazon em relação ao plano da SpaceX de lançar até 1 milhão de satélites, sugerindo que a Amazon deveria focar na sua própria operação e lançamentos.
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