A Amazon confirmou nesta quarta-feira (15) que iniciará suas operações de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com essa movimentação, a empresa de Jeff Bezos se posiciona à frente da Starlink, de Elon Musk, na competitiva economia sul-africana.
Para a implementação do Amazon Leo, a Amazon estabeleceu uma colaboração com a provedora local de internet, Herotel. Este é o primeiro contrato do projeto para oferecer internet via satélite no continente africano, embora os valores envolvidos não tenham sido divulgados.
O anúncio da Amazon ocorre em um contexto de críticas de Elon Musk ao governo sul-africano, que, segundo ele, impediu a Starlink de obter a licença necessária devido à sua origem racial. Musk acusou o governo de racismo em relação às políticas de ação afirmativa que exigem que empresas estrangeiras concedam participação a investidores negros.
Diferentemente da Starlink, a Amazon recebeu apoio do governo da África do Sul. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, esteve presente no anúncio do serviço, destacando a colaboração entre a Amazon e a Herotel.
A Amazon já lançou mais de 390 satélites de baixa altitude desde o ano passado e planeja expandir sua presença no continente. O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já firmou acordos semelhantes em países como Tailândia, Cazaquistão e Brasil, entre outros.
A África, com mais de 1,5 bilhão de habitantes, representa um mercado promissor para a internet via satélite, especialmente em áreas rurais que carecem de infraestrutura adequada. Apesar do avanço da Amazon, a Starlink continua a liderar globalmente, disponível em mais de 160 países.
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