Na última terça-feira, 23, o Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia e comércio eletrônico da China, processou o governo dos Estados Unidos. A ação foi motivada pela inclusão da empresa em uma lista do Departamento de Defesa, que identifica companhias chinesas supostamente vinculadas às Forças Armadas do país.
A denúncia foi protocolada em um tribunal federal localizado em San Jose, Califórnia. A inclusão do Alibaba na lista ocorreu após o Pentágono ampliar sua relação de entidades que considera como "empresas militares chinesas" para um total de 188, uma ação que reflete a crescente preocupação dos EUA sobre o potencial uso de empresas privadas pelo governo chinês para fortalecer suas capacidades militares.
De acordo com informações do Pentágono, o Alibaba foi classificado como um "contribuinte de fusão militar-civil para a base industrial de defesa chinesa", devido a suas conexões com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. Além disso, o departamento alega que a empresa possui laços indiretos com a Sasac, a entidade responsável pela supervisão das empresas estatais chinesas.
Em resposta, o Alibaba contestou as alegações, afirmando que as determinações não têm fundamento em fatos ou na legislação vigente. A empresa destacou que é administrada por um conselho independente, sem vínculos militares, e que seus produtos e serviços estão voltados para o varejo, logística e tecnologia da informação, e não para fins militares.
A ação judicial busca a remoção do Alibaba da lista do Pentágono. Um porta-voz do departamento se negou a comentar sobre o processo, reiterando que não se pronuncia sobre casos em andamento.
Além do Alibaba, outras empresas como Baidu, BYD e Nio também foram incluídas na lista. A nova legislação dos EUA proíbe o Pentágono de contratar empresas dessa lista a partir deste mês, com a restrição se estendendo em 2027 para a aquisição de produtos e serviços através de terceiros.
Embora a inclusão na lista não represente sanções formais, o Alibaba argumenta que essa rotulação prejudica gravemente sua reputação e impacta suas relações comerciais com empresas americanas. A companhia enfatizou que é vista como a principal porta de entrada para o mercado chinês e que a denominação como "empresa militar chinesa" a torna um alvo de desconfiança, afetando negativamente todos os laços com os EUA.
Deixe seu e-mail abaixo para garantir acesso a tutoriais exclusivos, novos conteúdos do projeto e nossos lançamentos em primeira mão.