O gigante tecnológico chinês Alibaba anunciou a proibição do uso do Claude Code, uma ferramenta de programação com inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic, entre seus funcionários. Essa decisão foi motivada pela descoberta de funcionalidades que podem rastrear usuários com vínculos à China.
A proibição foi confirmada pela Reuters, com base em relatos de veículos de comunicação chineses e fontes próximas ao assunto. Este passo é parte de um embate crescente entre Alibaba e Anthropic, que recentemente acusou a empresa chinesa de copiar indevidamente características do seu modelo de IA, o Claude.
Este acontecimento ilustra a intensificação da disputa entre Estados Unidos e China pela supremacia no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. O Claude Code, que serve para auxiliar programadores, ganhou popularidade entre desenvolvedores na China, apesar das restrições.
Conforme a Reuters, os funcionários do Alibaba foram instruídos a utilizar sua própria plataforma, chamada Qoder. Até o momento, tanto Alibaba quanto Anthropic não responderam aos pedidos de comentário.
A Anthropic também denunciou que o Alibaba estaria utilizando uma técnica conhecida como "destilação", que envolve o treinamento de modelos de IA menos avançados com base nas respostas de modelos mais sofisticados. Isso, segundo a Anthropic, poderia acelerar os esforços da China em alcançar níveis tecnológicos semelhantes aos sistemas avançados de IA, como o seu modelo experimental Mythos Preview.
A proibição foi anunciada logo após desenvolvedores apontarem que o Claude Code tinha a capacidade de coletar informações do ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de internet. Um representante da Anthropic explicou que esses recursos eram parte de um experimento para proteger a tecnologia contra o uso indevido e práticas de destilação.
Apesar das restrições, a aplicação prática das proibições é complexa, pois alguns usuários podem acessar a ferramenta através de servidores nos EUA, fazendo suas conexões parecerem nacionais. Enquanto as empresas americanas buscam impedir acessos não autorizados e a cópia de suas tecnologias, empresas chinesas têm investido em soluções locais e de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu.
Além disso, modelos de IA chineses estão ganhando espaço no mercado dos EUA, o que gera preocupação entre especialistas do setor sobre os riscos legais e regulatórios envolvidos.
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