A Amazon lançou recentemente a Alexa+ para um grupo restrito de usuários no Brasil, trazendo melhorias notáveis, mas ainda enfrentando dificuldades na pronúncia de nomes próprios, como "Henrique", que foi pronunciado de diversas maneiras, incluindo "Henquique".
Desde seu lançamento em 2019, a Alexa tem evoluído de um simples controle para dispositivos inteligentes, tornando-se uma ferramenta essencial para a automação residencial. Com o tempo, a assistente foi aprimorada, especialmente com a adição de recursos de inteligência artificial generativa.
Uma das principais novidades da Alexa+ é sua capacidade de entender e corrigir pronúncias, facilitando a reprodução de músicas de bandas específicas, como "The XX", sem confusões. Agora, ao pedir para tocar uma música, a assistente consegue entender o pedido corretamente e até corrigir a pronúncia para o inglês.
A nova versão também apresenta uma voz modificada que permite diálogos mais naturais, eliminando a necessidade de repetir o comando de ativação. Os usuários podem, por exemplo, solicitar as notícias do dia e iniciar uma conversa sobre eventos esportivos, como a Copa do Mundo.
Outro aspecto interessante é a memória de conversas da assistente, que, embora ainda precise de ajustes, permite que ela aprenda e se adapte às preferências dos usuários. No entanto, durante os testes, a Alexa+ teve dificuldades em lembrar restrições musicais previamente estabelecidas.
Apesar das melhorias, algumas funcionalidades da Alexa+ podem não fazer sentido em dispositivos sem tela, como o Echo Studio. Tarefas que requerem visualização, como montar guias de turismo ou resumir documentos, são limitadas sem um display adequado.
O aplicativo Amazon Alexa para smartphones serve como uma central de controle, registrando interações e preferências. No entanto, a falta de integração com dispositivos antigos, como certas TVs, é uma limitação a ser considerada. Até o momento, não há previsão de que os fabricantes atualizem esses dispositivos para suportar a nova versão.
Outro ponto a ser destacado é a ausência de um site da Alexa+ em português, o que limita o acesso a informações e suporte, um recurso que já existe nos Estados Unidos. A Amazon Brasil não divulgou planos para lançar um portal no idioma local.
O acesso à Alexa+ está restrito e será liberado gradualmente para aqueles que adquirirem novos dispositivos Echo ou FireTV até o final de outubro. O serviço está disponível como parte da assinatura do Amazon Prime, que custa R$ 19,90, mas a opção avulsa de R$ 99,99 por mês não é considerada vantajosa.
Os preços dos dispositivos da Amazon variam, começando em R$ 350 para os Fire TV Stick e podendo chegar a R$ 1.500 para os modelos de Echo. Essa atualização promete transformar a interação dos usuários com a tecnologia em casa, apesar dos desafios ainda a serem superados.
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