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Assistir no YouTubeEspecialistas alertam que as animações criadas por inteligência artificial podem se tornar uma ferramenta poderosa de diplomacia na internet. Em meio a tensões entre o Irã, Estados Unidos e Israel, a informação está sendo manipulada através de vídeos satíricos e fictícios, que visam controlar a narrativa e confundir a população.
As redes sociais estão repletas de conteúdos fabricados, como ataques militares fictícios e caricaturas de líderes ocidentais, projetando uma imagem de força que muitas vezes não reflete a realidade. Essa nova forma de propaganda é facilitada pela tecnologia, que permite criar cenários fictícios em questão de minutos.
Com o uso de IA, líderes políticos, como o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, aparecem em produções que rapidamente se tornam memes globais. Um exemplo notável foi um vídeo que transformou Gaza em um resort virtual, compartilhado pelo próprio Trump. A Rússia também utiliza essa tecnologia para criar vídeos que retratam vitórias do seu exército sobre a Ucrânia, mesmo que essas situações nunca tenham ocorrido.
A utilização de animações para propaganda não é novidade; durante a Segunda Guerra Mundial, governos como os dos EUA e da Alemanha nazista empregaram esses recursos de forma massiva. Desenhos animados foram utilizados para manipular emoções e mobilizar a população, mostrando como a animação pode se tornar uma arma poderosa.
Atualmente, os vídeos gerados por IA são considerados parte de uma guerra de narrativas digitais. Esses conteúdos, muitas vezes leves e compartilháveis, buscam suavizar a violência e transformar o horror da guerra em um produto consumível. Segundo Matheus Soares, do Aláfia Lab, essa abordagem reflete uma mudança na lógica dos conflitos, onde as batalhas ocorrem não apenas no campo, mas principalmente nas redes sociais.
Esses conteúdos, chamados de “slopaganda”, são vídeos gerados por inteligência artificial que conseguem viralizar, mesmo sem compromisso com a realidade. Eles engajam emocionalmente o público, promovendo sentimentos de raiva ou orgulho, e, assim, ajudam governos a burlar políticas de moderação nas plataformas digitais.
No final das contas, a credibilidade se torna menos importante que o engajamento. A ausência de verdade pode ser percebida como uma mera brincadeira, mas suas consequências na percepção pública são profundas.
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